Lan house, loja de roupas, escola de
idioma e de surf são opções para
atender os jovens
Foco no público adolescente
VINICIUS NEDER
Investir em negócios voltados
para o público adolescente exige dinamismo e
atenção ao comportamento dos jovens e
a tudo que está na moda, incluindo as músicas
do momento, os locais mais frequentados e os esportes
radicais.
Lan houses na área de entretenimento,
lojas de roupas, cursos de inglês e escolas de
surfe – misturando educação e esporte
– são alguns nichos cujos clientes são,
em maioria, adolescentes. O capital para começar
nestes segmentos varia de R$ 65 mil a R$ 250 mil, incluindo
opções também no sistema de franchising.
Na opinião de Cláudia
Pamplona, consultora de novos negócios, o dinamismo
é um antídoto para uma particularidade
dos negócios voltados para os jovens –
a instabilidade no consumo. “Este público
é instável em termos de demanda e é
facilmente redirecionado de acordo com os modismos”,
explica Cláudia. Por isso, completa ela, estar
na moda não basta. “As empresas devem procurar
a moda, numa busca constante pela atualização
e pelas novidades”, afirma a consultora de novos
negócios.
Hoje, passar horas numa loja de jogos
de computador tentando vencer os amigos é um
dos passatempos preferidos dos adolescentes, principalmente
dos rapazes. O sucesso recente e crescente das lan houses,
lojas com computadores de última geração
para jogos em rede, é prova disso. Segundo a
consultoria LanHousing, são pouco mais de 3 mil
lan houses em todo o País. Investir no ramo exige
capital de R$ 80 mil, sendo possível faturar,
em média, R$ 10 mil por mês.
– Nos Estados Unidos, por exemplo,
são 15 mil lan houses, em média. Na Coréia
do Sul, o número chega a 22 mil. Isso mostra
que há espaço para o crescimento no Brasil,
onde o mercado ainda é muito concentrado nas
grandes capitais e em bairros com maior poder aquisitivo
– afirma Ioram Cejkinski, sócio-proprietário
da LanHousing.
Fugir dessa concentração,
apostando no interior, segundo ele, pode ser o caminho
para novos negócios. “Recentemente demos
consultoria para uma lan house de Teresópolis,
Região Serrana do Estado, e ela foi a primeira
da cidade”, lembra Cejkinski. É possível,
segundo Cejkinski, buscar ainda áreas de classe
média. “O preço dos serviços
de uma lan house não afasta esses jovens. Portanto,
é possível focar neles”, afirma.
O bom atendimento é um dos caminhos
para o sucesso e, para Cejkinski, é o ponto fraco
da maioria das lan houses. Apesar do público-alvo
ser, em sua maioria, formado por adolescentes, os empresários
devem ter atenção aos pais desses jovens.
“São eles que dão o dinheiro para
os filhos jogarem e precisam confiar na loja”,
diz, ressaltando a importância de manter ambiente
agradável e iluminado, além de um cadastro
personalizado dos clientes.
Equipamento de qualidade e cuidado na
montagem da rede também são importantes.
Timoteo Rodrigues Leite de Almeida, gerente da Acesso
Zero, lan house na Barra, recomenda ainda um funcionário
que conheça os jogos e incentive os clientes
com dicas para novatos e premiação para
jogadores habituais. “O conhecimento de informática
ajuda. Se houver problema, a solução vem
rapidamente”, afirma Almeida. Outra recomendação
é manter os jogos sempre atualizados.
LAN HOUSE (própria)
Investimento inicial: R$ 80 mil (com
16 máquinas) Faturamento médio mensal:
R$ 10 mil Número de funcionários: 3 Área:
80 metros quadrados Risco: alto, pois a tecnologia dos
equipamentos precisa ser renovada constantemente e é
preciso vencer barreiras morais dos pais.
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